“Relações afetivas, feminismo e dinheiro: o que você precisa saber para ser dona da sua vida” – Por Cynthia de Almeida
20/07/2016

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Na última quinta-feira, tive o privilégio de mediar uma conversa com mulheres muito inteligentes e especiais, em torno do livro Ganhar, Gastar, Investir – o Livro do Dinheiro para Mulheres, que escrevi com a super consultora Denise Damiani. Além da autora, participaram do encontro na livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, a jornalista e ativista Jules de Faria, fundadora do site feminista Think Olga e a coach Karinna Forlenza, estudiosa das energias feminina e masculina.

Falamos de finanças, carreira, afetos e feminismo. Trocamos aprendizados, demos risada, nos comovemos com histórias de mulheres e levamos para casa uma porção de insights. Na pauta, nossa relação com o dinheiro, as principais dificuldades e uma lista de falácias que se interpõe na nossa rota até o sucesso. Fiz um breve resumo dos 6 obstáculos mais comuns que foram levantados na nossa conversa:

1. Mulheres aprenderam a levantar sua voz e batalhar por suas justas causas, mas acham que se forem boazinhas e fizerem bem o seu trabalho, ganharão o justo dinheiro por ele. Engano: precisam encontrar um modelo de negócio que viabilize seus projetos para que eles sejam possíveis e sustentáveis.

2. Sabemos o que queremos e fazemos bem mas temos muita dificuldade de cobrar. Falta aprender o valor do trabalho e, principalmente, perder a culpa e a vergonha de cobrar por ele;

3. Acreditamos que a vida fica mais difícil quando para os postos mais altos das corporações e usamos esse falso argumento para ficar em posições intermediárias. Mentira: quem está no topo tem mais responsabilidades, é certo, mas trabalha por menos horas e ganha muito mais;

4. Mulheres saem das grandes empresas para serem “donas de seu tempo” e “seus próprios chefes”. Ilusão: empreendedoras trabalham o tempo todo e tem como novos patrões os seus clientes. Precisam da mesma estratégia e ferramentas de gestão para atendê-los;

5. Achamos muito difícil investir e delegamos a tarefa. Perigo: acreditamos em tudo o que nossos gerentes, corretores, parentes e maridos nos dizem e nem sempre, ou melhor, quase nunca esses agentes atendem as nossas expectativas. Perdemos em autonomia e raramente ganhamos a rentabilidade desejável;

6. Temos vergonha de querer ganhar mais e de batalhar por isso. Temos que falar sobre isso, sem medo de ser tachadas de “dinheiristas”e “ambiciosas”. Ganhar o justo é exatamente isso: justo. E permite que sejamos independentes e livres para defender todas as outras bandeiras necessárias em favor da mulher.

comentários:
  • Mônica Barreto

    Simplesmente amei o post. Exatamente o que vivo. Obrigada por contribuir com sua experiência conosco.

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Sobre Denise Damiani

Ter crescido em uma família com muitos homens, e optado por uma carreira predominantemente masculina, fizeram com que Denise Damiani notasse a falta da presença e da visão feminina no mundo dos negócios. Passou então, a desenvolver planos e pôr em ação práticas para diminuir o abismo de gêneros no ambiente corporativo, desenvolvendo programas e implantando projetos para ajudar a nova geração de mulheres a chegar ao topo.

Denise Damiani é executiva na área de business e tecnologia, com formação em engenharia de sistemas digitais pela Escola Politecnica, MBA HBS Executive Program e IMD Executive Program.

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