VOTO DE POBREZA
02/02/2013

Hoje queria falar de um tema que me apareceu várias vezes nas conversas com as mulheres : o voto de pobreza, a decisão de “deixar por menos”.

Vejo muitas mulheres capazes de fazer mais e acabam fazendo menos. Por que?

Medo de se comprometer?

De não serem capazes?

De ser cobrada depois?

De parecer ambiciosa demais?

De não dar conta?

Veja Bela  uma jovem de 20 anos, que apesar de ser bem inteligente e com capacidade e recursos mentais , intelectuais e oportunidades, decide optar por fazer uma faculdade que ela sabe que não é a que vai lhe dar os melhores frutos, nem é o que ela gosta, nem é uma profissão que dá dinheiro, mas é facílimo de entrar no curso. Então ela escolhe esta carreira. E esta decisão obviamente a levará a seguir por um caminho aparentemente fácil : afinal o curso é fácil de entrar e fácil de sair, a escola é grátis mesmo, e quase todo mundo que está lá , está pelo mesmo motivo. Também o bandejão da escola custa R$ 1,00 por refeição, e ela vai de ônibus, que não custa quase nada com passe estudantil. Quando se formar também vai ganhar bem pouco.Mas todos seus amigos também estão nesta.Aliás sua mãe também.

Veja Carla, uma jovem de 32 anos, que apesar de ter muitos predicados, vir de uma família bem abastada, decide ‘simplificar’a vida, viver no sul da Bahia com o namorado e morar numa casa de R$300,00 de aluguel. Ela diz que pode viver somente comendo arroz, feijão e farinha, com um dinheirinho que a mãe manda mensalmente.

Veja Lurdes, uma jovem senhora de 50 anos, que apesar de vir de uma família de posses e grande bagagem intelectual, decide viver de fazer mosaico, numa casinha modesta, e aceita uma ‘mesada’da velha mãe de 82 anos.

Veja Rosa, uma senhora de 72 anos, intelectual e artista talentosa e brilhante, de uma família privilegiada de grandes recursos financeiros e intelectuais, decide viver de favor na casa dos filhos e comendo o que vende do que o pai deixou.

O que há de comum em todas estas histórias? Todas elas se esforçam pouco, deixam por menos, querem viver a vida mais fácil.

Porem acho que o fácil é só aparente : no fundo há um preço altíssimo a pagar, porque internamente sabemos quando estamos fazendo pouco, realizando menos do que nosso potencial, e esta sensação de deixar por menos frustra, deprime, entristece a alma e a vida.

Vejo em todas elas um fundo de raiva : raiva dos que lutam para fazer o Maximo, um ressentimento pelos resultados dos outros.

Acredito que a natureza queira nosso “full potencial”, se nos criou com mais capacidade não era para usarmos menos.

Pacto de Pobreza é um desperdício da potencialidade.

Com isto,  mesmo que a vida com mais desafios pareça dura a principio, é o que nos salva da mediocridade e da tristeza que vem de vivermos uma vida aparentemente “fácil”.

E estas histórias se parecem muito com as das mulheres que podem subir na carreira e resolvem não batalhar, com as que podem fazer mais por seus filhos , amigos e comunidade e resolvem se abster.

Queira tudo, queira e busque o máximo e o melhor de si mesmo e dos outros.

Apesar de o dinheiro ser somente uma bussola. Mostra bem para onde estamos apontando nossas vidas.

Neste ano de 2013 desejo que você persiga seu FULL POTENTIAL

Feliz Ano Novo!!

Deixo aqui com vocês um lindo texto que recebi de uma amiga para este inicio de ano ( o sublinhado em bold é meu):

I know it’s the time of year when we make resolutions, set

goals, and focus on how we need to grow and change and

evolve in the coming year. But, here’s what I’m thinking…

Think about it.

If you loved yourself more you’d probably…

Be kinder to yourself and others.

Spend your time & energy in ways that make you feel good.

Say no to things you really don’t want to do.

Say yes to the little voice inside that begs you to listen.

Give from your heart instead of from guilt & obligation.

Attract great experiences and opportunities into your life.

Take good care of your finances and your health.

Surround yourself with people who respect and adore you.

Now, isn’t it so much easier to focus the New Year on the

one thing that will make the biggest difference in your

life?

I love simple.

I love easy.

I

you.

Happy 2013!

Cheryl Richardson

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Sobre Denise Damiani

Ter crescido em uma família com muitos homens, e optado por uma carreira predominantemente masculina, fizeram com que Denise Damiani notasse a falta da presença e da visão feminina no mundo dos negócios. Passou então, a desenvolver planos e pôr em ação práticas para diminuir o abismo de gêneros no ambiente corporativo, desenvolvendo programas e implantando projetos para ajudar a nova geração de mulheres a chegar ao topo.

Denise Damiani é executiva na área de business e tecnologia, com formação em engenharia de sistemas digitais pela Escola Politecnica, MBA HBS Executive Program e IMD Executive Program.

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